67 - O Deus Absoluto.

O Deus Absoluto.
1 - Prólogo
Poema filosófico em versos livres - um Manifesto metafísico em prosa poética (um atributo peculiar de nossa preferência de estilo).
Uma Poesia Metafísica Especulativa na inspiração da linhagem de poetas-filósofos,
que passa por nomes como Antero de Quental, Fernando Pessoa, Lev Tostói, Rabindranath Tagore e demais poetas orientais e ocidentais
do Zoroastrismo, Cristianismo, Jainismo, Hinduísmo, Sikhismo, Budismo, Sufismo, Zen e Taoísmo.
Também na inspiração da linhagem de filósofos puros, pensadores do Absoluto, que passa por nomes como Plotino, Nicolau de Cusa, Espinosa, Pascal, Kant e Hegel.
No estilo peculiar e teias conceituais afins próprias na encruzilhada de duas grandes correntes literárias:
na forma e na desconstrução, o Modernismo;
na temática e na transcendência, o Simbolismo.
Um poema filosófico livre,
na forma dos versos e na independência,
de desconstrução de concepção antropomórfica em um pálido reflexo relativo do inenarrável, inominável e incognoscível.
O relativo, na sua incompletude, nunca alcança o absoluto, embora em sua eterna busca, na ascendente dança da Vida, em expansão de complexidade do Todo.
2 - O Poema "O Deus Absoluto".
Estrofe I
Deus não precisa reger o Universo, porque ele é o próprio universo,
e o Todo além deste na profundidade, tempo e extensão.
Aquele que governa algo é uma individuação não só distinta, mas separada do governado.
Não pode existir algo além do Infinito Absoluto, mas apenas contido nele, assim, não separado.
Estrofe II
Deus não precisa de nada, porque é Plenitude,
e o Vazio, que a esta abarca, na imaterialidade e eternidade.
Aquele que lhe falta algo não é Completude, mas incompletude,
própria dos relativos, abarcados pelo Absoluto Uno.
Não lhe é preciso nem nossa veneração, nem nossos sacrifícios ou mesmo obediência.
Estrofe III
Deus não precisa julgar, punir ou premiar,
porque a Justiça Natural funciona infalível, autônoma, imanente e automática do interior.
Aquele que julga do exterior é também uma força, à serviço dessa Justiça,
que trabalha no tecido profundo da Realidade.
Não há como escapar da construção causal autossuficiente do destino,
direcionada também pela tessitura indeterminada da liberdade.
Estrofe IV
O Deus que precisa de súditos, de governar e de julgar
é uma criação do homem à sua imagem e semelhança, antropomórfica.
Esse interfere na autonomia, indeterminação e liberdade da trajetória do individuado,
no funcionamento intrínseco automático da Realidade.
Estrofe V
Mas que deus é esse senão mais uma personalização no panteão de divindades,
que atuam à semelhança dos homens, em propósitos e paixões?
Só o relativo pode atuar no relativo — não o Absoluto.
Toda ação, em qualquer nível de expressão, é exclusivamente uma faculdade do relativo — não do Absoluto.
Estrofe VI
Tudo o que acontece ao Ser, relativo,
é função da sua história (assimilações causais),
vontade (liberdade de escolhas),
contexto (parâmetros circunstanciais, passados e atuais)
e o inusitado (indeterminação e casualidade).
A Realidade é o próprio Absoluto, e não algo fora dele,
e funciona de forma automática com previsão de indeterminação e liberdade.
Estrofe VII
Mas que Deus é esse que não interfere na Realidade?
Não precisa, pois é a própria Realidade, absoluta, seja como expressão numênica ou fenomênica.
É um organismo que se auto constrói e se auto desdobra em expansão de Complexidade,
com centro (Eu), em toda parte, e que se auto conhece como Ser.
O relativo (o Ser) é uma parte e um agente que atua e interage reciprocamente
sobre outras partes distintas não separadas no seio do Todo (a Realidade Absoluta).
Estrofe VIII
Deus, acima da antropomórfica criação do homem, só pode ser o Absoluto,
que abarca o Tudo (realidade fenomênica) e o Nada (realidade numênica).
Ele abarca o relativo, na transitoriedade e na eternidade,
com o princípio universal de coordenação do amor,
em um organismo que só pode ser o Absoluto.
Estrofe IX
Deus, em uma figura geométrica simbólica,
é uma esfera multidimensional de raio infinito,
que abrange o Tudo e o Nada,
com centro em toda parte.
Esse Centro é qualquer ponto da Realidade.
É um Ser que dobra-se sobre si mesmo,
para se autoconhecer,
na observação da explosão vital de Complexidade do Todo.
| O Absoluto é uma esfera multidimensional de raio infinito com centro em toda parte. |
3 - Significação da Imagem no Prólogo.
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| Concepção Relativa de Divindade |
Está imagem traduz visualmente a transição e o choque conceitual de desconstrução do Deus antropomórfico frente à infinitude especulativa abstrata do Absoluto.
É uma tradução artística da mente humana se libertando dos velhos dogmas de pedra para encarar a complexidade infinita, dinâmica e fluida do Universo Absoluto.
O Lado Esquerdo: O Panteão Antropomórfico (ESTROFE IV)
O que você vê: Estátuas de pedra trincadas e figuras humanas de estilo clássico, em um estado de tumulto e apelo.
O significado: Esta área representa a desconstrução da concepção antropomórfica. As figuras clamam, mas a estrutura está rígida e limitada ao plano relativo, fadada a desmoronar diante da verdadeira imensidão do Absoluto, como descrito na Estrofe IV.
O Lado Direito: A Engrenagem da Realidade e a Justiça Natural (ESTROFES III E V)
O que você vê: Um cenário de fractais complexos, labirintos geométricos entrelaçados e fluxos de energia que se autoconstroem.
O significado: É a representação visual da "Justiça Natural infalível, autônoma, imanente e automática". Não há interferência divina externa; a Realidade é um organismo vivo que funciona de forma autônoma com previsão de indeterminação e liberdade, conforme as Estrofes III e V.
O Centro Superior: O Vórtice do Absoluto (PRÓLOGO, ESTROFES I E VI)
O que você vê: No ponto de convergência de todas as linhas, um vórtice de luz pura, infinito e geométrico, que irradia complexidade e amor.
O significado: Este é o Absoluto Uno, o "Todo além do universo substancial na profundidade, tempo e extensão". Ele não governa de fora; tudo está contido nele. É o Todo que abarca a realidade fenomênica e numênica, conforme descrito no Prólogo e nas Estrofes I e VI.
A Figura em Primeiro Plano: O Ser Relativo (ESTROFE V)
O que você vê: No centro inferior, um ser feito de engrenagens e luz interna, com o braço estendido, segurando um cristal em direção ao Absoluto.
O significado: Representa o "relativo (o Ser)" na sua "eterna busca, na ascendente dança da Vida". Ele é feito da mesma substância da Realidade e atua como um agente consciente no seio do Todo, tentando vislumbrar e se conectar com a imensidão do Absoluto, conforme a Estrofe V.
4 - Composição de Música "Centro em toda Parte", inspirada no Poema Filosófico "O Deus Absoluto".
Letra: Centro em toda parte.
[Introdução Instrumental]
[Estrofe I]
Deus não precisa reger o universo,
Porque ele é o próprio universo.
O Todo além deste na profundidade e extensão.
Quem governa é uma individuação,
Apartada do governado.
Não existe algo além do infinito,
Apenas o que nele está contido,
E por isso, não separado.
[Refrão]
Ele abarca o tudo e o nada,
Em uma esfera multidimensional,
De raio infinito.
Centro em toda parte.
Qualquer ponto da realidade
É um ser que dobra-se sobre si,
Para se autoconhecer.
(Se autoconhecer)
[Estrofe II]
Deus não precisa de nada,
Porque é plenitude.
É o vazio que a esta abarca,
Na imaterialidade e eternidade.
Aquele que lhe falta algo não é completo,
É incompleto.
Não lhe é preciso nossa veneração,
Nossos sacrifícios ou obediência.
[Refrão]
Ele abarca o tudo e o nada,
Em uma esfera multidimensional,
De raio infinito.
Centro em toda parte.
Qualquer ponto da realidade
É um ser que dobra-se sobre si,
Para se autoconhecer.
(Para se autoconhecer)
[Ponte]
O Deus que precisa de súditos,
É uma criação do homem à sua imagem.
Antropomórfica.
Interferindo na autonomia,
Na liberdade do individuado.
Mas que deus é esse senão uma personalização?
Só o relativo pode atuar no relativo,
Não o absoluto.
[Clímax Orquestral]
Justiça natural infalível.
Autônoma, imanente e automática. (Automática)
A tessitura indeterminada da liberdade.
O absoluto abarca o relativo na transitoriedade,
Com o princípio universal do amor.
(O amor)
[Final]
Raio infinito.
Centro em toda parte.
Complexidade do todo.
(Complexidade do todo)
(Silêncio)
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| O Absoluto é uma esfera multidimensional de raio infinito com centro em toda parte. |
5 - Saiba Mais:



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