76 - Engenharia da Meditação - Um Tratado Poético Filosófico em Ciclo de Canções.
1 - Visão Sintética da Obra Completa.
2 - Poema.
Engenharia da Meditação - Um Tratado Poético Filosófico em Ciclo de Canções.
Um Épico e um Manifesto Ontológico do Ente no Caminho da Meditação Libertadora.
TÍTULO I - MECÂNICA E TÉCNICA DA MEDITAÇÃO.
Parte I - Meditação Genuína.
Estrofe 1 - Concentração no Recolhimento e Meditação na Ação.
(Refrão 1)
A verdadeira meditação não é a concentração,
Feita por meio de Recolhimento, Reflexões,
Leituras, Mantroterapia, Arteterapia,
Mas, a Atenção Plena praticada durante a ação
Na Consciência do Eterno e na Consciência de Si e do Todo.
Estrofe 2 - Preparação para a Meditação na Ação.
(Refrão 2)
A Mantroterapia, a Arteterapia e todos esses outros recursos são relevantes,
Para registrar, no subconsciente,
Ideosentimentos altaneiros,
Harmonizar e purificar a mente,
Preparando a Meditação genuína.
Parte II - Gênese dos Sentimentos e Ideias.
Estrofe 3 - Das sensações às percepções.
Pelas portas plurisensoriais dos sentidos,
Captam-se os estímulos,
Que configuram as sensações,
Organizadas como percepção da realidade
No seu domínio psicossomático, como Personalidade.
Estrofe 4 - Das emoções aos sentimentos, pela afetação.
Dessa percepção da realidade,
No contexto do seu domínio afetivo-emocional,
Surgem as emoções neurofisiológicas brutas,
Que contextualizadas e interpretadas,
Geram a afetação, que deriva em sentimentos.
Estrofe 5 - Dos pensamentos às ideias, pela ideação.
Dessa percepção da realidade,
No contexto do seu domínio cognitivo-linguístico,
Surgem os pensamentos simbólicos brutos,
Que contextualizados e interpretados,
Geram a ideação, que se cristaliza em ideias.
Parte III - Gênese das Intenções, Escolhas e Ações.
Estrofe 6 - Das intenções às ações, pelas escolhas.
A partir de seus sentimentos e ideias,
Constituidos segundo os parâmetros determinantes da sua Personalidade,
Você define intenções, escolhas e ações,
Isso constrói o seu Destino,
Gerando libertação ou sujeição.
Estrofe 7 - As intenções constroem o Destino.
As intenções qualificam os desejos, que movem as escolhas,
Diante do contexto de circunstâncias,
Determinadas e Indeterminadas,
Construindo o destino,
Que se cristaliza como história, assimilação e tendências.
Estrofe 8 - Vigilância sobre as Intenções e Escolhas.
A vigilância atenta e constante, com Atenção Plena,
Sobre as Intenções e Escolhas,
Que movem e qualificam as ações,
Permite evitar desencadear causas
Que produzem mácula ou necessidade de reparação.
Parte IV - Atenção Plena com Consciência Multifocada.
Estrofe 9 - Atenção Plena.
Com Atenção Plena focada no Centro do Eu,
Na Fonte de Origem do Consciente,
No Ponto Focal de onde emanam as ideias e sentimentos,
No Coração que está entre o superconscente e subconsciente,
No Ponto de Conexão entre a Forma e o Psiquismo,
Mantenha a sua Consciência Plena de Atenção, com Centralidade.
Estrofe 10 - Consciência de Si.
Em Centralidade, recolhido na Fonte do Eu,
Foque a Atenção Plena na Consciência de Si Mesmo,
Observando seus processos internos e o fluxo de ideias e sentimentos.
Tenha consciência de que, a partir do estímulo da Realidade,
No fluxo de sensação, percepção, pensamento-emoção, ideação-afetação e ideia-sentimento,
Só há sua interpretação relativa, conforme os parâmetros determinantes da sua Personalidade.
Estrofe 11 - Consciência do Entorno.
Em Centralidade, recolhido na Fonte do Eu,
Foque a Atenção Plena também na Consciência do Entorno,
Observando o que acontece em volta,
Consciente de que toda ideação-afetação decorre também de intepretação relativa dos estimulos que você recebe desse exterior.
Mantenha simultaneamente a Atenção Plena nos processos e fluxos do que se passa na sua realidade interior e exterior,
Sem julgar ou desejar controlar.
Apenas observe, dividindo sua Atenção Plena com foco para dentro e para fora.
Parte V - Meditação durante a Ação.
Estrofe 12 - Consciência na Ação. (Refrão 3)
Em Centralidade, recolhido na Fonte do Eu,
Foque a Atenção Plena também na Consciência da Ação em curso,
Observando o estado interno e a disposição externa do entorno,
Na dinâmica das ações praticadas,
Sem julgar ou desejar controlar.
Apenas observe, dividindo sua Atenção Plena com foco também nas suas ações.
Estrofe 13 - Consciência em Princípios Cósmicos. (Refrão 4)
Em Centralidade, recolhido na Fonte do Eu,
Foque a Atenção Plena também na Consciência dos Princípios Cósmicos,
Mantendo sempre a presença deles com você,
Inspirando suas intenções e escolhas,
Harmonizando com eles suas ideias e sentimentos,
Tendo eles como farol, bússola e guia,
Buscando não transgredi-los.
Estrofe 14 - Atenção Plena e Consciência Multifocada. (Refrão 5 - Variação 1)
Mantenha a Atenção Plena,
Com Consciência Multifocada,
Na Consciência de Si,
Na Consciência do Entorno,
Na Consciência do Eterno,
Na Consciência da Ação,
Na Consciência dos Princípios Cósmicos.
Essa é a Meditação Genuína.
INTERMEZZO
Estrofe 1 - Refrão 1
A verdadeira meditação não é a concentração,
Feita por meio de Recolhimento, Reflexões,
Leituras, Mantroterapia, Arteterapia,
Mas, a Atenção Plena praticada durante a ação
Na Consciência do Eterno e na Consciência de Si e do Todo.
Estrofe 2 - Refrão 2
A Mantroterapia, a Arteterapia e todos esses outros recursos são relevantes,
Para registrar, no subconsciente,
Ideosentimentos altaneiros,
Harmonizar e purificar a mente,
Preparando a Meditação genuína.
Estrofe 14 - Refrão 5 - Variação 2
Mantenha a Atenção Plena,
Com Consciência Multifocada,
Na Consciência de Si,
Na Consciência do Entorno,
Na Consciência do Eterno,
Na Consciência da Ação,
Na Consciência dos Princípios Cósmicos.
Essa é a Meditação Genuína.
TÍTULO II - PRINCÍPIOS CÓSMICOS CULTIVADOS NA MEDITAÇÃO.
Parte VI - Estrutura e Mecânica do Ente.
Estrofe 15
Eu e o Todo Absoluto somos Um.
Eu nunca estou sozinho, mas integrado na Unidade Orgânica do Todo.
Eu sou uma individuação distinta, mas não separada.
Do ponto de vista eterno, eu sou Essência Eterna e Pura,
Integrada em rede com a Essência Absoluta,
Compartilhando de suas qualidades e sabedoria.
Do ponto de vista transitório, eu sou Personalidade impermanente e cíclica,
Com memória e manifestação em infinitos níveis de densidade.
Estrofe 16
A Personalidade só precisa se purificar
Para que o Eterno e Puro, sempre presente,
Brilhe a partir de sua imanência.
Como Ente, em minha estrutura, de forma sobreposta, concorrente e integrada,
Eu sou Essência em Vida Eterna e
Eu sou Personalidade em Vida Transitória.
Parte VII - Dinâmica da Realidade.
Estrofe 17
A Realidade funciona de forma automática e autônoma,
A partir da combinação de Determinação e Indeterminação,
Causalidade e Casualidade.
Toda individuação é relativa e, assim, Incompletude;
Só o Absoluto é completude.
Todo relativo, busca, assim, a expansão de Complexidade.
Na estrutura do Todo Absoluto, a Realidade Eterna e Permanente abarca a Realidade Transitória e Impermanente.
Tudo o que acontece é resultado da combinação de infinitos parâmetros circunstanciais dinâmicos e complexos.
Parte VIII - Princípios do Destino.
Estrofe 18
Não há nunca uma causa personificada para o que acontece,
Assim não há como culpar ou bendizer alguém pelo que nos acontece.
Nenhum agente próximo pode ser a causa de meu sofrimento ou minha alegria -
Isso é uma ilusão,
Pois tudo o que acontece é funcionamento automático e autônomo da Justiça da Natureza.
Estrofe 19
A Realidade Transitória é dinâmica, fluida, imprecisa e imperfeita.
Mas, não devo ter medo do indeterminado,
Pois tudo o que acontece é regulado pela Justiça da Natureza,
Para entregar as circunstâncias possíveis, melhores e perfeitas
Para o propósito de superação, purificação e libertação.
Estrofe 20
A Dor que sofremos ou o Amor que irradiamos são sempre agentes e instrumentos de nossa purificação.
Mas, o sofrimento que causamos é, para nós, fonte de mácula,
Prisão e escravidão,
exigindo Reparação,
No automatismo da Causalidade.
Parte IX - Dinâmica das Relações.
Estrofe 21
Todas as nossas relações são cíclicas e transitórias
E devem ser vividas com respeito, retidão e amor enquanto duram.
Toda relação nasce, desenvolve-se e finaliza, em um ritmo particular:
Tudo se transforma e passa, assim, devemos fechar cada ciclo com equanimidade e desapego.
Estrofe 22
Toda Personalidade se desfaz em cada novo ciclo de renascimento,
Então, só o Eterno, que habita em todos os seres, é permanente
E aquele que conhecemos em nossas lembranças pode não ser mais o mesmo.
Estrofe 23
Não devemos nos apegar às personalidades ou fenômenos,
Porque fluidos e passageiros,
Que se manifestam como seres, coisas ou bens sobre os quais não temos nenhuma posse,
Mas apenas relação ou usufruto transitório.
Estrofe 24
Toda relação, mais duradoura ou mais curta, e até mesmo fortuita,
Enquanto dura,
Na indeterminação, que também move a realidade,
É sempre entrega precisa e perfeita da Justiça da Natureza,
Para nossa reparação e purificação,
Ainda que marcada por conflitos e decepções.
Intermezzo
Estrofe 1 - Refrão 1
Estrofe 2 - Refrão 2
Estrofe 14 - Refrão 5 - Variação 2
Parte X - Subjetividade e relatividade de interpretação da realidade.
Estrofe 25
Não conhecemos a Realidade em si mesma, como ela é,
Mas apenas como a interpretamos,
Conforme os parâmetros determinantes da Personalidade:
Biológicos, linguísticos, culturais, históricos e pessoais.
Estrofe 26
Vivemos em realidades interpretativas,
Traduzidas em modelos interpretativos do que observamos,
Segundo os parâmetros determinantes da forma particular de nossa Personalidade.
Não temos acesso ao conhecimento do que de fato os seres, as coisas e os fenômenos são,
Mas apenas das ideias e sentimentos interpretativos
Que fazemos da percepção que temos deles.
Estrofe 27
Nossas ideias e sentimentos são ideações e afetações relativas,
Influenciadas pelos parâmetros determinantes da nossa Personalidade,
Inclusive crenças e valores,
vivências, fatores socio-culturais,
psicologia particular, competências,
Conhecimentos e experiências adquiridos.
Parte XI - Engenharia da Linguagem.
Estrofe 28
Tudo o que observamos e percebemos
É traduzido em ideias e sentimentos
Por meio da linguagem.
A linguagem não só descreve a realidade,
Mas também cria as realidades interpretativas
Em que vivemos.
Estrofe 29
O Ser Humano é dinâmico e se transforma nas relações
Por meio de suas conversas com o outro.
Os atos linguísticos são, assim,
Ferramentas de construção
Das realidades interpretativas
Em que vivemos.
Estrofe 30
São esses atos linguísticos:
As afirmações,
As declarações e juízos,
Assim como as promessas e pedidos.
Parte XII - Impacto dos Julgamentos.
Estrofe 31
Julgamos a partir de ideias e sentimentos historicamente acumulados,
Assim os nossos juízos são meras opiniões e interpretações relativas,
Baseadas no passado.
Ao ajuizar,
Perdemos a Centralidade
E a Consciência de Atenção Plena.
Estrofe 32
A Atenção e a Observação Plena pressupõem o não julgamento,
Que vem do desapego.
Do julgamento interno, decorre a dispersão de energia,
A fraqueza, a insegurança e o medo,
Contraindo a consciência sobre o ego, que é o núcleo da personalidade.
Estrofe 33
Essa contração interrompe a Consciência do Eterno,
O Eterno que há em mim e em todos os Seres.
Esse processo de julgamento interno prejudica a Meditação Genuína.
Cultive a observação das circunstâncias da Realidade
Sem julgamento ou desejo de controle.
Parte XIII - Dinâmica da Ação e das Intenções.
Estrofe 34
Todos os seres visam o bem-estar de si e de seus grupos de coordenação.
As intenções projetam cenários de possibilidade futura, impulsionando e qualificando as ações.
Mesmo que os resultados das intenções não sejam alcançados,
Elas já moveram a engrenagem do seu destino,
Tracando uma direção de trajetória.
Estrofe 35
Toda ação é qualificada mais pelas intenções que pelos resultados,
Que fogem ao controle.
Já as intenções,
Sob a vigilância da Atenção Plena,
Podem ser reforçadas ou corrigidas,
Assim, estão sob certo controle,
Da mesma forma que as escolhas.
Estrofe 36
Em todas as tuas ações,
Tenha retidão e amor,
Visando o autocuidado e o bem coletivo,
Mas, não espere resultados de sucesso em nada:
Adaptar-se ao que aconteceu.
Isso é ação com desapego.
Intermezzo
Estrofe 1 - Refrão 1
Estrofe 2 - Refrão 2
Estrofe 14 - Refrão 5 - Variação 2
Parte XIV - Desapego, Aceitação e Adaptação.
Estrofe 37
Não se tem controle
Ou efetivo governo
Sobre a realidade exterior,
Apenas sob a nossa condição interna,
As escolhas, intenções e ações.
Estrofe 38
As nossas intenções,
Ao desejar, planejar e agir,
Valem mais que os resultados alcançados,
Sob os quais, não temos nenhum efetivo controle,
Pois fazem parte da realidade externa indeterminada.
Estrofe 39
O único governo de possibilidade efetiva que temos
É sobre a nossa condição interior.
Qualquer iniciativa de governo sobre as condições externas
É transitória, incerta e fugaz, não obstante imprescindível.
Embora seja necessidade que se impõe,
Como atributo, condição e até finalidade da vida
(missão).
Estrofe 40
A ação com desapego é, por isso,
A libertação na proatividade,
Pois as intenções valem mais
Que os resultados em si.
Estrofe 41
As intenções impulsionam e qualificam as ações,
Influindo em nossa condição interna;
Mas os resultados dessas ações
São incertos
E não devem influir em nossa condição interna,
Mas apenas na realidade externa.
Isso é libertação:
Ação com desapego.
Parte XV - A Ética e o Âmago da Justiça.
Estrofe 42
A Ética e o Amor, como princípios imanentes,
Estão incrustrados no âmago dos seres
E funcionam de forma relativa e aplicada
À instância
E ao caso
De forma automática,
Geométrica e matemática.
Estrofe 43
Esse âmago é o Superconsciente,
Que funciona como ponte
Entre a Personalidade e a Essência Eterna e Pura,
Imanente em cada Ente.
Parte XVI - Justiça da Natureza.
Estrofe 44
A Justiça da Natureza é, portanto,
Relativa ao grau de consciência, às intenções e às ações de cada ser (ente)
No contexto (geometria)
E na instância (matemática)
Com as sentenças (consequências manifestas) se desdobrando no tempo.
Estrofe 45
Ela funciona para todos
De acordo, sobretudo, com o nível de consciência
E o regime de relações onde o ser está imerso.
É universal na abrangência,
Mas relacional, contextual, aplicada e relativa,
Na instância
(no caso específico).
Estrofe 46
A Justiça da Natureza age de dentro para fora,
Do interior para o exterior,
Do psicossomático para o social,
Da saúde para o destino
Em todos os seres (entes),
De forma relacional,
Relativa, contextual e aplicada,
Com precisão e perfeição absoluta,
Geométrica (no contexto)
E matemática (na instância).
Parte XVII - A Vitória Teleológica e Cósmica da Justiça e do Amor.
Estrofe 47
A estrutura, a dinâmica e os princípios do Biocosmo
Impedem a vitória definitiva da injustiça;
Pois maldade e sofrimento são,
Por natureza,
Transitórios e circunscritos.
Estrofe 48
A maldade não é uma força absoluta,
Mas uma flutuação entrópica local que,
Diante da homeostase do Biocosmo
E da perspectiva de abrangência e duração,
Perde sua força
E se dissolve na ordem maior.
Estrofe 49
Ainda que injusto,
No instante e no particular,
O que acontece é Justo na duração e no conjunto.
Mas, nem por isso,
O Satyagraha deixa de ser um dever,
Nos preceitos do Dharma!
Intermezzo
Estrofe 1 - Refrão 1
Estrofe 2 - Refrão 2
Estrofe 14 - Refrão 5 - Variação 2
Parte XVIII - Axioma da Ordem Cósmica.
Estrofe 50
A Mecânica do tecido da Realidade
Impede a vitória definitiva
Da injustiça e da maldade,
Na extensão, na duração,
Na finalidade, no propósito
E no Destino.
Este é um axioma teleológico,
Geométrico e matemático,
da Ordem Cósmica.
Estrofe 51
A Justiça da Natureza,
Como agente desta Mecânica Cósmica,
Reenquadra e dissolve a injustiça e a maldade,
No Espaço, no Tempo,
No Movimento,
Na Trajetória,
Restaurando a Homeostase do Biocosmo,
No micro, o destino do ente,
E no macro, a teleologia cósmica.
Parte XIX - Patologia e Patogênese do Subconsciente.
Estrofe 52
Na humanidade, em meio ao conflito,
Quem pratica uma ação
Que gera sofrimento ao próximo,
Cria um registro subconsciente,
Qualificado pela intenção motivadora.
Estrofe 53
Esse registro pode se tornar um nódulo infeccioso,
Cancerígeno,
Que um dia,
Ainda que em milênios,
Precisará ser saneado ou transmutado.
Estrofe 54
Esses registros podem se tornar cumulativos,
Formando aglomerados infecciosos,
Carcinomas,
Que causam doenças psicossomáticas no Ser,
Qualquer que seja o nível de densidade
De existência cíclica
Em que transitoriamente se manifeste.
Parte XX - Dinâmica da Patologia e Reparação.
Estrofe 55
A Mácula subconsciente,
Como rejeição consciencial,
Que se traduz em doença,
Constrições e percauços do Destino,
Percorre,
Do interior para o exterior,
nessa trajetória de manifestação,
Um caminho que vai também
Dos níveis de densidade mais sutis de expressão da Personalidade,
Aos níveis mais densos,
Em uma materialização,
Infalível, autônoma e automática,
Na duração e na circunscrição,
Das sentenças da Justiça da Natureza.
Estrofe 56
As máculas na Personalidade
Nascem e se desenvolvem
A partir da infecção crônica,
Causada pela rejeição consciêncial,
Produzida por uma reação autoimune,
Em função desses registros subconscientes,
Que contrastam com os princípios superconscientes,
Emanados da "Essência Eterna e Pura", imanente.
Estrofe 57
Daí a importância da Prática de Reparação Interior,
Buscando resolver,
Quanto possível,
Conflitos de rejeição consciencial,
Ainda internos e não manifestos,
Na extensão e na duração.
O que não seja purificado e curado com as Práticas de Reparação Interior,
O será pela Dor que sofremos ou o Amor que irradiamos.
Parte XXI - O contrapeso da Misericórdia e do Amor na Mecânica da Justiça.
Como refração da Causalidade (Determinação),
A Justiça da Natureza é contrabalançada,
Em uma estética e harmonia perfeitas,
Pela Liberdade (Indeterminação)
E, sobretudo, a Misericórdia,
Aplicação do Princípio do Amor,
Que é o âmago do Princípio da Ordem
Na Realidade Absoluta.
Estrofe 59
Assim, a Justiça e a Misericórdia andam sempre,
Lado a lado,
Sob a regência do Princípio de Liberdade,
Dirigido pela Consciência,
Que é o grau de discernimento e compreensão do Ente.
Estrofe 60
Dessa forma, os seres (entes) são livres
Para construir os seus destinos
A cada escolha,
Em semeadura de intenções e ações,
No espaço e no tempo,
Nos campos de searas e ciclos de duração,
Nas trajetórias encadeadas da Vida,
Na renovação de nascimento e morte,
Abertura e colapso de ciclos entrópicos.
Intermezzo
Estrofe 1 - Refrão 1
Estrofe 2 - Refrão 2
Estrofe 14 - Refrão 5 - Variação 2
Parte XXII - O Quadrinômio de Forças Cósmicas e o Mapa do Destino.
Estrofe 61
Justiça, Liberdade, Misericórdia e Consciência são
Um quadrinômio relevante,
Entre os parâmetros de princípios,
Facetas do prisma ou diamante que refratam o destino,
Que derivam tudo o que acontece
Nas circunstâncias
Das trajetórias da vida dos seres (entes).
Estrofe 62
As quatro principais forças
Ou princípios concorrentes
Que, entre outros,
Constroem o Destino
E, assim, definem tudo o que acontece,
Configurando
Todas as circunstâncias da Realidade.
Estrofe 63
São estes princípios
O Quadrinômino de Forças
Que nominamos como
Justiça: Causalidade, Determinação, Ordem.
Liberdade: Casualidade, Indeterminação, Caos.
Amor: Misericórdia, Altruísmo, Coordenação.
Consciência: Discernimento, Compreensão, Ajuizamento.
Parte XXIII - Estrutura Dual da Vida do Ente.
Estrofe 64
Você é Personalidade
Em Vida Transitória;
Assim como, de forma sobreposta e simultânea,
Você também é Essência Pura,
Em Vida Eterna,
Em uma Integração orgânica
Entre Vida Transitória e Vida Eterna.
Estrofe 65
Tenha consciência de que,
Como permanência,
Eternidade,
Você é Essência Eterna e Pura.
Como impermanência,
Transitoriedade,
Você é Personalidade
De manifestação fluída,
Dinâmica, histórica
E cíclica.
Estrofe 66
Como Personalidade,
Cuida, em autocuiado, então,
Do teu corpo somático,
Assim como tenha zelo com teu psiquismo,
Pois são uma unidade psicossomática
Integrada no ciclo da vida.
Parte XXIV - Processo da Purificação e Reparação Interna.
Estrofe 67
Quando causamos sofrimento a alguém
Por ação ou omissão,
Os registros, em nosso subconsciente,
Entram em conflito com os princípios de Ética e Amor,
Imanentes em nosso superconsciente,
Que é a ponte da Personalidade
Com a Essência Eterna e Pura.
Estrofe 68
Esse conflito gera uma rejeição consciencial
Que se constitui em mácula e aprisionamento causal
Que precisa de purificação.
Essa purificação se dá pela prática do amor
Ou o sofrimento que sofremos.
Estrofe 69
Quando provocamos sofrimentos em alguém,
Outra opção de purificação
É a Prática da Reparação Interna.
Essa Reparação Interna consiste
Em se dirigir à Essência Eterna e Pura dos seres que ferimos
Declarando arrependimento
E pedindo perdão,
Prometendo não cometer mais esses erros.
Estrofe 70
Feita com sinceridade e persistência,
Essa Prática de Reparação Interior
Vai purificando o subconsciente
Desses registros,
Que são máculas.
Parte XXV - Patologia do Subconsciente e Terapêutica Final.
Estrofe 71
Se as máculas reincidentes se acumulam
No subconsciente,
Elas se estratificam
E formam nódulos infecciosos,
Que se tornam carcinomas,
Que do psiquismo trasladam para a forma,
Ensejando vulnerabilidades
De saúde e doenças.
Estrofe 72
Essas máculas acumuladas precisam ser purificadas.
A Dor que sofremos ou o Amor que irradiamos são
Agentes e instrumentos finais
Que restam efetivos
Nessa profilaxia e terapêutica
Da patogênese e patologia
Do subconsciente
Da Personalidade.
Intermezzo
Estrofe 1 - Refrão 1
Estrofe 2 - Refrão 2
Estrofe 14 - Refrão 5 - Variação 2
Parte XXVI - A Atenção Plena, Profilaxia e Terapêutica do Sofrimento.
Estrofe 73
A criação dessas máculas precisa ser estancada
Pela Vigilância e a Atenção Plena,
Na Prática da Meditação Genuína.
Essa máculas podem ser purificadas
Pela Justiça da Natureza,
Que na saúde psicossomática e no destino
Retorna em causalidade
Com doenças e sofrimentos.
Estrofe 74
Essas máculas podem também ser purificadas pelo amor que irradiamos, gerando consolação e alegria para os outros seres.
Outra forma acessória de purificação é a Prática de Reparação Interna em relação a todos que ferimos com nossas ações ou omissões.
Os sofrimentos que causamos também nos aprisionam a uma cadeia de causalidade e provocam também a contração de nossa Consciência, assim como criam escravidão a restrições e constrições em nosso destino.
Parte XXVII - Processo de Libertação.
Estrofe 75
A Essência, que você é,
É eterna e pura,
Desde sempre.
Só a sua Personalidade precisa de purificação progressiva,
Ensejando que a luz de sua Essência brilhe de forma plena do seu interior.
Estrofe 76
A Purificação dessas máculas
E a quebra dessas correntes causais
De restrições e constrições
De retorno da Justiça da Natureza
Vai produzindo a nossa Libertação progressiva.
Estrofe 77
Quando nenhuma mácula restar
E quando nenhuma corrente causal
Nos prender,
a Libertação Plena chegará.
Estrofe 78
Quando o Ente alcança a Libertação Plena,
A Personalidade se torna translúcida e sem mácula,
A Atenção Plena e a Consciência Plena criaram um antídoto
Contra a geração
Por nós
De desarmonia e sofrimento nos outros.
Parte XXVIII - A Unidade e a Bem-aventurança.
Estrofe 79
Com a Libertação Plena,
A Personalidade ressona
Perfeitamente
Com sua Essência
Eterna e Pura.
Estrofe 80
E a Personalidade e a Essência se tornaram
Uma Unidade
Identitária e Plena.
Estrofe 81
A Libertação nos traz, assim,
A Bem-aventurança
Que desde sempre
Desfrutou a nossa Essência
Eterna e Pura!
Estrofe 82
Esse é o Caminho
E a Meta Final
Da Meditação Genuína,
Que se torna
Para nós
Um estado e
Uma condição
Permanente,
Em Bem-aventurança.
Parte XXIX - Coda
Estrofe 12 - Consciência na Ação. (Refrão 3)
Em Centralidade, recolhido na Fonte do Eu,
Foque a Atenção Plena também na Consciência da Ação em curso,
Observando o estado interno e a disposição externa do entorno,
Na dinâmica das ações praticadas,
Sem julgar ou desejar controlar.
Apenas observe, dividindo sua Atenção Plena com foco também nas suas ações.
Estrofe 13 - Consciência em Princípios Cósmicos. (Refrão 4)
Em Centralidade, recolhido na Fonte do Eu,
Foque a Atenção Plena também na Consciência dos Princípios Cósmicos,
Mantendo sempre a presença deles com você,
Inspirando suas intenções e escolhas,
Harmonizando com eles suas ideias e sentimentos,
Tendo eles como farol, bússola e guia,
Buscando não transgredi-los.
Estrofe 14 - Atenção Plena e Consciência Multifocada. (Refrão 5 - Variação 1)
Mantenha a Atenção Plena,
Com Consciência Multifocada,
Na Consciência de Si,
Na Consciência do Entorno,
Na Consciência do Eterno,
Na Consciência da Ação,
Na Consciência dos Princípios Cósmicos.
Essa é a Meditação Genuína.
Intermezzo
Estrofe 1 - Refrão 1
A verdadeira meditação não é a concentração,
Feita por meio de Recolhimento, Reflexões,
Leituras, Mantroterapia, Arteterapia,
Mas, a Atenção Plena praticada durante a ação
Na Consciência do Eterno e na Consciência de Si e do Todo.
Estrofe 2 - Refrão 2
A Mantroterapia, a Arteterapia e todos esses outros recursos são relevantes,
Para registrar, no subconsciente,
Ideosentimentos altaneiros,
Harmonizar e purificar a mente,
Preparando a Meditação genuína.
Estrofe 14 - Refrão 5 - Variação 2
Mantenha a Atenção Plena,
Com Consciência Multifocada,
Na Consciência de Si,
Na Consciência do Entorno,
Na Consciência do Eterno,
Na Consciência da Ação,
Na Consciência dos Princípios Cósmicos.
Essa é a Meditação Genuína.
3 - Nota sobre a Gênese da Obra.
Este Épico Ontológico foi registrado na febre de um átimo, em duas madrugadas de fluxo puro (menos de 8 horas de escrita).
Entre a publicação (30/06/2026, às 07:54) e a conclusão da revisão final (03/07/2026, às 17:00), foram dedicadas não mais do que 16 horas de trabalho total, de forma intercalada, não contínua e não exclusiva.
Este trabalho autoral inédito é um exemplo prático da "Teoria da Inspiração" esboçada em publicação de 14/08/2025.
Foi feito com a intenção de que cada parte dele se torne uma Canção-Poema, que seja publicada em vídeo.
4 - Comentários.
Este Trabalho tem 2 Títulos:
I - Mecânica e Técnica da Meditação (com 5 Partes);
II - Princípios Cósmicos Cultivados na Meditação (com 23 Partes).
Uma Obra com 513 versos com 28 Partes, que são um Ciclo de Canções (com 479 versos), mais 1 Coda (com 34 versos) com 2 Variações (com 17 versos cada uma).
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Um trabalho de densidade e fôlego filosófico, psicológico e ontológico voltado para a Engenharia da Técnica da Meditação Genuína, feito na febre de um átimo (um lapso de tempo curtíssimo, ao correr da pena, em alguns piscares de olhos).
Um milagre de poder criativo das Divinas Musas!
Registrado e musicado para fortalecer a própria prática diuturna de Meditação na Ação.
Um trabalho de uso pessoal.
Um diário e roteiro vivo de prática em uso pessoal.
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Densidade de profundidade abissal de Filosofia Perene encapsulada em simples canções-poemas.
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Milênios de busca e Profundidades abissais de imersão filosófica da Humanidade, registrados na janela de alguns piscares de olhos, comprimidos em camadas de estratos ideosentimentais, encapsulados em Poemas-Canções de Arteterapia, a serem desvelados progressivamente no Caminho.
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Um Épico e um Manifesto sobre a Meditação Genuína no átimo de um parto célere e febril de registro milagrosamente lesto (ágil e desperto).
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Tudo só precisava ser materializado das esferas intangíveis onde já havia sido concebido na intuição volumétrica para vestir as unidades poéticas e músicais na apresentação em vídeo. Tudo estava pronto em alguns piscares de olhos, bastando apenas ser linearizado na construção analítica manifesta.
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Se condições tivéssemos, de Conjunto Coreográfico e recursos disponíveis, transformaríamos esse Ciclo de Canções - que virão a lume - em um Ballet de Suíte Sinfônica para que a obra fosse coroada com aquela que consideramos a rainha maior das artes (a dança) na expressão estética do equilíbrio psicofísico ou psicossomático, elevada ao conjunto, dando expressão à Harmonia que também impulsiona a dança cósmica dos astros no infinito, no conjunto de galáxias.
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Salve as Divinas Musas!
Salve os Mestres do Caminho!
Nada sabemos, nada podemos e nada somos. Em nada somos nem mesmo mais importantes que uma Pedra ou uma Flor!
5 - Apresentação em Vídeo.
6 - Canções-Poemas.
TÍTULO I - MECÂNICA E TÉCNICA DA MEDITAÇÃO.
INTERMEZZO.
TÍTULO II - PRINCÍPIOS CÓSMICOS CULTIVADOS NA MEDITAÇÃO.
Seção 1
7 - Saiba Mais:
13 - Meditação da Unidade, do Amor e da Eternidade.
47 - Técnica de Meditação e de Autocura com Arteterapia - A Arte no fluxo da Vida Cotidiana.




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