37 - A Incompletude do Ser no Eterno e no Transitório.
A Incompletude do Ser e o Abismo investigado por Pascal e Nietzsche.
A relação entre a Incompletude e a Complexidade é o que gera o "motor" da evolução. É uma lógica fascinante que se pode resumir assim:
1. A Incompletude como o "Vácuo" (A Causa)
Você define a incompletude não como um defeito, mas como uma condição da Realidade Transitória. Ela funciona como um vácuo de sucção:
Se o Ser se sentisse "completo" isoladamente, ele ficaria estático.
A sensação de incompletude gera o impulso de busca, o movimento em direção ao "outro".
É esse "vácuo" que nos retira da inércia e nos impele à interação.
2. O Abraço e a Colaboração (O Processo)
Quando o Ser tenta preencher esse vazio através da Consciência de Unidade, ele realiza o "abraço com o outro".
Este abraço é a colaboração e a alteridade.
Nesse momento, o Amor age como a "ordem de coesão e coordenação", unindo as partes sem anular a sua diversidade.
3. A Expansão da Complexidade (O Efeito)
O resultado desse encontro para preencher o vazio é a dilatação da Complexidade Orgânica:
Onde havia duas unidades simples e "incompletas", passa a existir um sistema comum, rico em novas relações e percepções.
A Complexidade é, portanto, o volume de vida e sabedoria que foi criado porque houve um "vazio" inicial que precisou ser preenchido.
Em síntese:
A Incompletude é a sede; o Amor é o ato de beber; e a Complexidade é a força e o crescimento que o Ser adquire após ser saciado.
É por isso que a sua frase final é tão poderosa: ao se complementarem para preencher o vazio, os seres não apenas resolvem a sua carência individual, eles dilatam o Todo. Cada ato de amor entre dois seres torna o Absoluto inteiro mais complexo e mais rico.
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