29 - Pascal e Nietzsche - diálogo filosófico sobre o Abismo.



Pascal e Nietzsche - diálogo filosófico de Gigantes.


Pascal e o vazio da alma (ressignificação e transliteração de seu fragmento de pensamento)

O que é, pois, que nos grita este ávido desejo e esta impotência, senão que há no Ser uma verdadeira felicidade, da qual lhe resta, enquanto Personalidade, apenas o sinal e o rastro totalmente vazio, que ele tenta inútilmente preencher com tudo o que o rodeia... Mas, sem sucesso, porque esse abismo imenso só pode ser preenchido pelo infinito e imutável, ou seja, pela própria Consciência do Eterno, nele Imanente.

O abismo da Personalidade só é preenchido pela Consciência da Essência.

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No texto acima, transliterado de Pascal, substituiu-se "Deus" por "Consciência do Eterno, nele Imanente", e “Alma” é substituída por “Personalidade”, o que desloca a solução do campo da religião institucional para o campo da ontologia de consciência.  

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Nietzsche e o abismo da alma (ressignificação e transliteração de seu fragmento de pensamento)

Aquele que luta com o sofrimento deve acautelar-se para que, ao fazê-lo, não se torne também um agente de sofrimento. “E se olhares durante muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.”

Onde Nietzsche vê um abismo que ameaça a identidade, existe a "Estética da Singularidade". Ao olhar para o sofrimento, e mesmo para a maldade ou para a imprecisão, não é ser devorado, mas sim reconhecer o amor como substrato que sustenta até mesmo esse abismo.

Nietzsche alerta sobre o risco de se perder no vazio da alma e no desespero do sofrimento; Pascal, por sua vez, propõe que esse vazio só pode ser preenchido com a Consciência do Eterno.

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No texto acima, transliterado de Nietzsche, substituiu-se  "monstros" por "sofrimento" e "tornar-se monstro" por "agente de sofrimento". Essa é uma adaptação ética muito poderosa, pois foca na responsabilidade humana perante a dor.

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Nota sobre as fontes: 

Os diálogos propostos com Pascal e Nietzsche baseiam-se, respectivamente, no Fragmento 148 de Pensamentos (Pascal, 1670) e no Aforismo 146 de Além do Bem e do Mal (Nietzsche, 1886), tendo sido aqui ressignificados sob a ótica da Ontologia do Biocosmo.

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"A vida não é uma batalha para vencer, mas uma melodia para cantar"

 - Osho (Chandra Mohan Jain), o místico e filósofo indiano.

Música do jovem extraordinário compositor norueguês Thomas Bergersen.

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