28 - Beleza da Existência - Estética da Singularidade.


Beleza da Existência: uma Nota sobre a Harmonia do Caos.

Uma poesia que une ciência (física quântica e biologia), filosofia (ontologia) e espiritualidade. São versos que não apenas explicam o mundo, mas convidam à coragem de compreender e amar a realidade exatamente como ela é: imprecisa e, por isso, bela.

Este texto é uma Nota sobre a Harmonia do Caos. Ele oferece uma resposta para a angústia moderna: em vez de buscar uma “ordem perfeita” (que não existe no fenomênico, transitório, mas apenas no numênico, eterno), ele nos sugere a descobrir a beleza na imprecisão.

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Biocosmo: Ontologia da Vida do Ser.

Tudo no Biocosmo é o Ser. O Não Ser é o ser sob a forma de aparente imobilidade ou turbilhão sem consciência.

No Biocosmo, só há vida e consciência, sob múltiplas expressões.

O não vivo é vida em expressão latente de consciência.

Na existência, só há o Ser em suas múltiplas expressões.

O Ser é essência e substância, que é consciência e vida.

A consciência, como expressão da Substância, é transitória, enquanto a Essência é eterna.

O Biocosmo, que é Vivo, é Consciência, nasce e morre, sob atenção plena da Essência, que permanece em Vida Eterna.

Tanto a Substância quanto a Essência se organizam em um campo, uma rede, um holograma, um organismo.

Campos, redes, hologramas e organismos se interpenetram e se agrupam como individuações, embora o Todo seja sempre uma Unidade.

A separação é apenas uma ilusão de perspectiva, embora a individuação, o particular, na Multiplicidade seja um aspecto quântico de consideração do Todo.


Estética da Singularidade

A condição de ser do Ser é a imprecisão.

Eis a beleza do designer do que existe.

Cada fenômeno tem suas particularidades e seu modo de ser.

A beleza do impreciso, da deformidade, da doença, da adaptação e da superação.

Tudo o que existe é impreciso; e por isso Belo!

Há beleza mesmo na feiura, na ignorância e na maldade como manifestações imprecisas, indeterminadas e caóticas.

A estética do caos é também a estética da beleza na particularidade do que existe no tempo e no espaço que fluem e turbilhonam! 

A existência é fugaz,

é caótica,

é indeterminada,

é imprecisa, 

eivada de conflito, que enseja o sofrimento,

e pode ver brotar a maldade,

que vem e passa na transitoriedade do que existe,

mas o amor é eterno, enquanto existe, 

e É, como substrato eterno, o que sustenta,

silenciosamente, tudo o que existe, 

e É 

o que É 

e permanece.

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