26 - A Poesia da Ordem Implicada, Imanente e Eterna.
Eis um contraponto de reflexão, compondo um díptico filosófico, da Perspectiva da Essência e da Eternidade, com "A Poesia do Caos, da Fugacidade e da Fluidez", da Perspectiva da Personalidade e da Transitoriedade. A junção dos dois constrói um quadro dialético profundo da Estrutura da Realidade.
Este trabalho compõe um díptico filosófico que investiga a estrutura da realidade sob duas óticas fundamentais. Se na 'Poesia do Caos' exploramos a fenomenologia da transitoriedade e o sofrimento da personalidade — em um diálogo com o "realismo" de Schopenhauer —, nesta 'Poesia da Ordem Implicada' propomos o contraponto ontológico. Inspirados pela ética de Spinoza e pela física de David Bohm, revelamos a Essência como uma instância eterna que abarca e redime o caos transitório. Juntos, os dois textos formam um quadro dialético profundo sobre o significado Ser no contraste entre a Fluidez e a Indeterminação, na fenomenologia da transitoriedade, e a Complexidade e Ordem, na numenologia da eternidade.
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A Poesia da Ordem Implicada, Imanente e Eterna.
A Beleza da Unidade: o relativo e o Absoluto.
Minha Essência é uma instância e individuação relativa do Absoluto.
É um ponto na rede fractal orgânica do Todo Eterno.
É o particular relativo na complexidade orgânica da Essência Absoluta, na Vida Eterna.
A Vida, como a conhecemos, é uma ordem circunscrita, particular, provisória e incerta; um equilíbrio frágil em meio ao caos, sob o ataque de ameaças internas e externas, no entrechoque do conflito e da entropia, no desafio de sobrevivência.
A Vida Eterna é Imanente, em meu Ser, e transcendente, em todos os Seres, como substrato de presença. Assim, ela não pode ser experienciada pela consciência, mas apenas intuída e sentida pelo superconsciente. Ela está sempre presente no substrato onipresente e eterno.
A ordem implicada, Imanente e eterna, abarca em seu âmbito, em um amplexo amoroso, o caos manifesto, periférico e transitório. Assim como o Eterno abarca o Transitório, e o Absoluto abarca o Relativo, a Essência (o Númeno) abarca o Fenomênico, e o particular está no abraço orgânico de Unidade do Todo.
O Ser, como um ponto reflexo relativo, é obra-prima e única do Absoluto, em imagem e semelhança, em espelhamento quântico, fractal e holográfico.
O Ser traz em si a contraparte Eterna e a contraparte Transitória, o imaterial e o material.
O material é a substância que se expressa, no tempo-espaco, na fenomenologia, de forma entremeada e individuada, em três grandes categorias de expressão, que conhecemos como consciência, energia e matéria.
A Essência é imaterial e, portanto, não substancial, que transcende o tempo e o espaço, as dimensões e a densidade. Seria o Nada, se a Matéria fosse Tudo.
Mas a Essência, que habita em todos os Seres e os transcende, vive a Vida Eterna, de forma interligada em uma Rede Orgânica integrada na Essência Absoluta.
Assim a Vida Eterna abarca a sucessão de Vidas Transitórias e expressões fenomênicas em um abraço de Unidade e Amor. Assim, a Essência abarca a Personalidade ou o seu gérmen Fenomênico, que são transitórios.
A Personalidade sofre, mas aprende e evolve, destilando a beleza do caos, da fugacidade e da fluidez da Vida, como assimilação de precioso legado pela Essência, no movimento intrínseco de expansão de Complexidade do Absoluto.
Minha Essência é uma instância e individuação relativa do Absoluto.
É um ponto na rede fractal orgânica do Todo Eterno.
É o particular relativo na complexidade orgânica da Essência Absoluta, na Vida Eterna.
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Ilustração Artística.
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Veja o vídeo narrativo da "Poesia da Ordem Implicada, Imanente e Eterna".
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