5 - Poema do Ser - Macrovisão - Parte 1

A unidade, imanência e transcendência do Absoluto

“...o Pai está em mim e eu estou no Pai…’’ 

“Eu e o Pai somos um” 

- Jesus de Nazaré, em João 14:10 e 10:30.


O Absoluto está em mim e eu estou no Absoluto. 

O Todo está na parte e parte está no Todo.

O Absoluto é imanente em mim e igualmente transcendente ao meu eu.

Eu e o Absoluto somos um.


O Absoluto está em mim.

O Absoluto está em mim, imanente, mas igualmente me transcende. 

Eu sou o Absoluto Imanente, que é a Essência Eterna e Pura.

Eu sou Essência Eterna e Pura, que é expressão quântica, fractal e holográfica da Essência Absoluta.

A Essência Absoluta é a contraparte não substancial do Absoluto.


Eu sou expressão relativa dessa contraparte não substancial do Absoluto. 

A Essência Absoluta é absoluta e a Essência que eu sou é relativa. 

O relativo nunca alcança ou abarca o absoluto, mas o absoluto está além e abarca o relativo. O absoluto transcende o relativo. 


Eu não sou o Absoluto, mas sim uma individuação quântica da Essência Absoluta, e assim eu sou relativa.

Na contraparte não substancial do meu Ser, eu sou Essência Eterna e Pura. 

Eu não sou o Absoluto, mas o Absoluto está em mim sob a forma de Essência Eterna e Pura.


A Essência que eu sou é imanente ao meu Ser e corresponde a sua contraparte não substancial. 

A Essência que eu sou é na profundeza interior mais profunda do meu Ser.

A Essência que eu sou, nos cumes mais altos de sua unidade com a Essência Absoluta, igualmente supera e transcende o meu Ser. 


Eu sou Essência Eterna e Pura

Por não ser substancial, a Essência que eu sou é Eterna, porque não está sujeita ao tempo, está além do tempo objetivo, não nasceu e não morrerá, ´pois é de todo o sempre, de toda a eternidade, assim como a Essência Absoluta. O que nasce morre e o que não nasce não morre. 

Por não ser substancial, a Essência que eu sou é Pura, porque não está sujeita às impurezas de que são passíveis a consciência, a energia e a matéria, no entrechoque do conflito, do sofrimento e mesmo da maldade que são originalmente intrínsecas e endêmicas na realidade substancial, embora sejam progressivamente superadas com a evolução. 

O conflito, o sofrimento e a maldade não estão presentes na realidade essencial em nenhum grau, mas apenas na realidade substancial, que é transitória. Assim, o conflito, o sofrimento e a maldade são ilusórios porque não são eternos, mas sim, meramente transitórios. São impurezas transitórias nos entrechoques da indeterminação. Só a harmonia, a bem-aventurança e o amor são eternos, porque são estados intrínsecos da Essência, que é Pura.

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