8 - Poema do Ser - Macrovisão - Parte 4
A subtância do Ser na sua dualidade psiquismo e forma (consciência e energia).
Na contraparte substancial do meu Ser, eu sou expressão energética transitória composta, que se expressa em infinitos níveis de densidade sobrepostos e interpenetrados que vão da densidade extrema, quase infinita, como um ponto no sorvedouro do centro de um buraco negro, à quintessência sutil, como um ponto no fulcro de um buraco branco.
Meu corpo, que é expressão concreta da minha personalidade, se expande por todo o biocosmo em diferentes níveis de densidade energética, estando também entre a densidade extrema de um ponto no centro de um buraco negro e a sutileza da quintessência de um ponto no fulcro de um buraco branco.
Na nossa visão, a individuação do Absoluto, que se traduz em Seres distintos, são Campos de irradiação infinita, por múltiplos níveis de densidade, que se interprenetram, se sobrepõem e se superpõem no emaranhado de um Campo Unificado no seio da Consciência Cósmica. Essa visão apresenta os seres distintos, por que individuados, mas integrados no amalgama de um Todo Unificado.
Não há limiar de separação entre todos os seres, mas um contínuo de unidade perfeita e integrada. Eu e o outro somos um, assim eu e o Absoluto somos um.
Esse meu corpo também não é separado, mas uma individuação substancial do Absoluto, una com a Consciência Cósmica, que irradia ondulações pelo espaço infinto. Ele é transitório, enquanto a essência é eterna. Mas ambos e todos os seres, como essência e substância, estão integrados no Absoluto.

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